A passagem de Ano, o reveillon diz-me cada vez menos...Começo a compreender de outra forma e ver com outros olhos aqueles que optam por fazer exactamente o que fazem noutras noites do ano...Nada!!
Para mim, a mudança para um novo ano sempre simbolizou fazer algo diferente da rotina (mesmo que a festa fosse sempre no mesmo sitio), sempre simbolizou não o fazer na área onde vivo e trabalho.Sempre significou voltar ao local da paródia e do lazer, ao local que cheira a férias e a momentos descontraidos. Quis a vida (ou a minha mania de querer agradar a todos menos a mim)que nos ultimos 3 anos isso não aconteça e não tenha regressado ao sitio onde já fui muito feliz. Agora, sinto-me completamente presa à preguiça e ao não querer gastar dinheiro nesta altura e uso isso como desculpa esfarrapada.
Depois há todo um lado emocional que me impede de ter vontade de entrar em 2016. Fazendo o tipico balanço do ano, considero que 2015 foi simpático para mim, aliás muito simpático! Em 12 meses, apenas os ultimos dois foram complicados de lidar. Voltei a ter uma perda significante, voltei a duvidar de mim e voltei a ser aquela mulher meio triste que se esconde no humor e em objectos materiais...
No entanto estou deveras grata por este ano. Foi um ano com momentos inesqueciveis, momentos que me fizeram crescer e deixar para trás alguns medos e foi um ano que me permitiu ficar com memórias que farão sempre parte de mim. Se podia ser melhor? Não faço ideia, a única certeza que tenho é que o ser humano é descontente por natureza.
2016 será o ano em que faço a transição para ficar mais perto dos 40 e isso assusta-me, assusta-me de uma forma quase paralizante...Não quero sentir que me aproximo dos "entas" e continuo sem alguém na minha vida, sem um par. Sem alguém que me valorize e que me ame tal como sou. Não consigo acreditar que existe alguém para mim. Não consigo ter esse espirito positivo no que toca a questões do amor. Já passou demasiado tempo para conseguir vislumbrar a luz ao fundo do tunel... E a verdade nua e crua, sem filtros, é que não quero morrer sozinha!
Talvez, no fundo, esse seja o grande motivo pelo qual não anseio por mais uma passagem de ano. Talvez seja essa a força maior que me impede de querer celebrar a entrada em 2016!
Estou grata por 2015 mas assusta-me o ano vindouro...
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