Hoje lembrei-me de uma expressão em inglês que é "I died a thousand deaths", não existindo tradução literal em português mas que significa basicamente "pequenas mortes". Esta expressão é algo que me é familiar, é algo que entendo...não no sentido fisico da coisa (obviamente) mas no sentido que quando perdemos pessoas, momentos e coisas que são importantes na nossa vida é como se morressemos um bocadinho com elas. E à medida que as perdemos, vamos perdendo mais e mais de nós.
Para mim, o mais assustador, o fantasma que me assola mais vezes a mente é sem duvida a morte da esperança. Confesso que nunca fui a melhor pessoa para falar nisso, nunca fui sequer uma miuda/ mulher esperançosa. O meu lema nunca foi "quem espera sempre alcança", o meu lema sempre foi mais o do "quem espera desespera".
Há dias, dei por mim a pensar se a esperança tinha realmente morrido? Se as minhas pequenas mortes tinham chegado à derradeira etapa da esperança e esta tinha finalmente sucumbido às provas de esforço...Não morreu, mas encontra-se fraquinha, a necessitar de suporte de vida para não dar o ultimo sopro.
Tudo começou com a tentativa de uma das babes de combinarmos um jantar todas, onde iriam estar presentes os respectivos. Primeiro pensamento: Boa! Segundo: Sou a única sem ninguem! Fico felicissima em saber que as minhas babes estão encaminhadas, adoro de paixão os frutos das suas relações, diverti-me no casamento, nos baptizados e primeiros aniversários dos filhos, deliro com as gravidezes delas mas a verdade...estou sozinha! Realmente sozinha!E há muito que estou assim. Não me refiro ao lado fisico da coisa, mas ao lado mais doloroso e mais intrinseco, estou sozinha emocionalmente. E a minha própria companhia começa a ser cansativa para mim!
Por isso, daí dizer que a minha esperança encontra-se em modo de suporte de vida. Começo a não acreditar no futuro, na conversa da treta de "toda a panela tem a sua tampa", da "todo o parafuso tem a sua porca" e mais blás do género. Aliás estou numa fase que não suporto ouvir esse tipo de expressões altamente positivas ditas, maioritariamente, por pessoas que têm efectivamente alguém.
Começo a perder a força animica para acreditar, para acreditar em mim e nos outros...
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